Nesse blog você poderá conhecer um pouco da vida e obra de Ruth Rocha e também poderá ver algumas das atividades desenvolvidas na turma do Jardim II durante o ano de 2008 na nossa escola CIC Damas.

sábado, 20 de setembro de 2008

Linha do tempo


1931-1974: Do nascimento às primeiras histórias








1931 – Nasce Ruth Rocha.
1952 – Forma-se bacharel em Ciências Políticas e Sociais pela USP.
1956 – Começa a trabalhar no Colégio Rio Branco como Orientadora Educacional, onde permanece na função até 1972. Casa-se com o empresário Eduardo Rocha.







1962 – Nasce sua única filha, Mariana, que mais tarde lhe daria dois netos, Pedro e Miguel.

1968 – Começa a escrever para a Revista Cláudia textos sobre educação.
1969 – Obtém licenciatura em Ciências Sociais, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santos, participa da criação da Revista Recreio (Ed. Abril) e lança sua primeira história, Romeu e Julieta – A borboleta, uma adaptação do clássico de William Shakespeare. Na Editora Abril chegou a ser redatora, editora e diretora da Divisão de Infanto-Juvenis.


1970 – Faz pós-graduação em Orientação Educacional, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da PUC/SP.
1974 – Especializa-se em Editoração na Western Publishing Co., nos EUA.
Ruth Rocha em foto de arquivo pessoal
1976-1991: De Marcelo aos rabos presos
1976 – Escreve Marcelo marmelo martelo, um grande sucesso que ultrapassou a barreira de 1 milhão de cópias vendidas.
1978 – Escreve seu primeiro livro O Reizinho mandão. Até então as histórias eram lançadas nas bancas de jornal, encartadas na Revista Recreio.

1980 – Recebe o prêmio do Jornal Auxiliar pelo livro O Rei que não sabia de nada.
1981 – Com o livro O que os olhos não vêem recebe o Prêmio Ofélia Fontes, concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e ganha o prêmio de Melhor Autor Infantil pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Mais um livro, Davi ataca outra vez, e uma nova premiação, o Prêmio João de Barro, concedido pela Prefeitura de Belo Horizonte (MG). Criação da Biblioteca Ruth Rocha, na EMPG Paulo Duarte, em São Paulo (SP).
1983 – É nomeada diretora da União Brasileira de Escritores, cargo que ocupa até 1987.
1984 – Recebe o Prêmio Abril de Jornalismo pelo livro Alvinho e o Cachorro Venceslau. Funda em sociedade a Quinteto Editorial.
1987 – Aceita o convite para ser editora-executiva da Editora Universo e lançou a Grande Enciclopédia Larousse Cultural (120 fascículos em oito volumes).
1990 – Torna-se Membro do Conselho Consultivo da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, onde permanece até 1995. Ganha o Prêmio Jabuti de Literatura Infantil pelo livro Uma história de rabos presos.
1991 – Criação da Biblioteca Ruth Rocha em Barra Mansa (RJ). Torna-se comentarista do programa Gazeta Meio-Dia pela TV Gazeta, em São Paulo, e foi integrante fixa do programa até 1995.
1992 até os dias atuais: Mais crianças, livros, pássaros e até o Ziraldo
1992 – Lança, em co-autoria com Otávio Roth, a coleção O Homem e a Comunicação e por tal projeto ganha o Prêmio Monteiro Lobato, concedido pela Academia Brasileira de Letras, e o Prêmio Malba Tahan de Melhor Livro Informativo, concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
1993 – A coleção O Homem e a Comunicação ganha mais prestígio e recebe os prêmios Jabuti de Melhor Produção Editorial, Obra, Coleção e Melhor Produção Editorial Infantil e/ou Juvenil.
1994 – Publicação de um catálogo comemorativo pelo 25o aniversário de sua carreira literária no Rio de Janeiro.
1998 – Recebe pelas mãos do então Presidente Fernando Henrique Cardoso a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.
1999 – Ruth Rocha é chamada pelos músicos e produtores Paulo Tatit e Sandra Peres (Palavra Cantada) para narrar sete histórias no CD/livro Mil pássaros.
2001 – É homenageada pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio de Literatura Infantil.
2001 pela adaptação da Odisséia.
2002 - Ganha o prêmio Moinho Santista de Literatura Infantil, da Fundação Bunge. No mesmo ano foi escolhida como membro do PEN CLUB (Associação Mundial de Escritores no Rio de Janeiro).
2005 – Como parte das comemorações de 25 anos da publicação de O menino maluquinho, o desenhista e escritor Ziraldo chama Ruth Rocha para uma parceria inédita e o resultado é o livro "Um cantinho só pra mim".

Texto coletivo criado pelas crianças depois de brincarem com muitos fantoches


OS BICHOS E A FESTA

Certo dia, os animais se reuniram na floresta.

O tucano subiu na árvore mais alta e falou: "Vamos fazer uma festa?"

Todos os bichos falaram: "Vamos!"

Então, cada bicho foi para sua casa, se arrumar para a festa.

Na hora da festa eles dançaram muito e deram muitas gargalhadas.

Dançaram sozinhos e também de dois em dois. Tinha muita música e comida. Foi muito divertido!

Depois de muito tempo, o coelho falou para todos: "Pessoal, eu já vou para casa porque estou muito cansado".

Os outros bichos também foram para as suas casas e dormiram até o dia amanhecer.

"As coisas que a gente fala saem da boca da gente e vão voando, voando, correndo sempre pra frente. Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente.
Quando a pessoa presente é pessoa distraída, não presta muita atenção. Então as palavras entram e saem pelo outro lado sem fazer complicação.
Mas às vezes as palavras vão entrando nas cabeças, vão dando voltas e voltas, fazendo reviravoltas e vão dando piruetas.
Quando saem pela boca, saem todas enfeitadas. Engraçadas, diferentes, com palavras penduradas.
Mas depende das pessoas que repetem as palavras. Algumas enfeitam pouco. Algumas enfeitam muito. Algumas enfeitam tanto, que as palavras – que engraçado! – nem parecem as palavras que entraram pelo outro lado!"

Ruth Rocha

domingo, 14 de setembro de 2008

Ruth Rocha faz parte da Academia Paulista de Letras.


VEJA SEU DISCURSO DE ENTRONIZAÇÃO NA LISTA DOS NOSSO VÍDEOS AO LADO.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

NA BIBLIOTECA...


O BAÚ DE FANTASIAS DA NOSSA BIBLIOTECA É UMA MARAVILHA! A GENTE PODE VIRAR BOI, CAVALO, PIRATA, DANÇARINA, PEÃO, FADA, PALHAÇO E TUDO MAIS QUE A NOSSA IMAGINAÇÃO MANDAR.

video

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

PINTANDO O GATO BORBA E DIOGO, O SEU AMIGO CÃO POLICIAL

COMO SERÁ QUE BORBA E DIOGO VÃO FICAR?
ACHO QUE FICARÃO MUITO BONITINHOS PORQUE AS CRIANÇAS PROMETERAM CAPRICHAR NA PINTURA, POIS ENTUSIASMO NÃO FALTOU.






ELES FICARAM LINDOS!


CONHEÇA A HISTÓRIA DESSES DOIS ANIMAIS

Borba, o gato ( Ruth Rocha)

Borba, o gato, e Diogo, o cão, eram muito amigos.
Desde muito pequenos foram criados no mesmo quintal e, assim, foram ficando cada vez mais unidos.
Brincavam de pegador, de amarelinha e de mocinho e bandido. Essa era a brincadeira de que eles mais gostavam.
Ás vezes, Borba era o mocinho e Diogo o bandido. Outras vezes, era o contrário.Vocês já ouviram falar que duas pessoas brigam como cão e gato?Pois os nossos amigos nunca brigavam, apesar de serem realmente cão e gato. De vez em quando, Diogo arreliava um pouquinho Borba, cantando:
- Atirei o pau no ga-to-to, mas o ga-to-to não morreu-reu-reu...
Mas o Borba nem ligava e eles continuavam amigos.

Quando chegou a hora de irem para escola, Diogo, que era um cão policial, resolveu estudar na escola da polícia. Borba foi cantar a mãe:
- Sabe, mamãe? Eu também vou ser policial.
Dona Gata riu:

- Onde é que já se viu gato policial?
- Ora, mamãe, se existe cachorro policial, por que é que não pode haver gato policial?
Dona Gata explicou:
- Meu filho, gatos são gatos, cachorros são cachorros.Existe gato siamês, gato angorá...existiu até aquele célebre Gato-de-Botas. Mas gato policial, isso nunca houve.
- Mas, mamãe, só porque nunca houve não quer dizer que não possa aparecer um. Afinal, é a minha vocação...
Diogo, todos os dias, trazia exercícios para fazer em casa:
- Hoje eu tenho que descobrir quem é que rouba o leite da casa de dona Marocas. Você quer me ajudar?

Borba sempre queria. Mas, cada vez que ia ajudar seu amigo, arranjava uma boa trapalhada...Mas o Borba não desistia:
- Sabe, Diogo?Eu tenho escutado uns barulhos muito estranhos, de noite. Deve ser algum ladrão. Vamos ver se a gente pega?E os dois saíram, de madrugada, para pegar o ladrão...Que não era ladrão nenhum, era só o padeiro!
A mãe de Borba já estava zangada:
- Vamos acabar com esses passeios no meio da noite!Criança precisa dormir bastante!

- Mas, mamãe, todos os gatos andam à noite pelos telhados.
- Isso são os gatos grandes. Você ainda é muito pequeno.
- Ah, mamãe, assim você atrapalha minha carreira!
E Borba continuava a treinar para policial. E explicava a Diogo:
- Eu preciso reabilitar a raça felina. Em todas as histórias, os ratos são bonzinhos e os gatos são malvados. Veja os desenhos animados.Veja Tom e Jerry! É uma injustiça. Eu vou mostrar a todo mundo que os gatos são grandes homens, quer dizer, grandes gatos...
O tempo passou e Diogo recebeu seu diploma. Ganhou uma linda farda e todas as noites fazia a ronda do bairro:
- PRIIIUUUUU! PRIIIUUUUU!...
Borba ainda tinha esperanças de vir a ser um policial e por isso saía sempre com o seu amigo.

Uma noite, quando vinham passando pela casa do seu Godofredo, viram alguma coisa muito suspeita no telhado:
- O que é aquilo? – perguntou Diogo.
- Desta vez juro que é um ladrão.
- Mas eu não sei subir no telhado. Como é que eu faço?
- Quem não tem cão caça com gato – disse o Borba.
- Deixa que eu vou. E subiu pela calha como só os gatos sabem fazer. Aproximou-se do ladrão por trás e ...
- MIAAAUUUUUU!
O ladrão levou tamanho susto que despencou do telhado, caindo bem em cima do Diogo. O Borba ainda gritou:
- Cuidado, Diogo!Se ele te pega, faz cachorro-quente! Mas o ladrão, que era o ladrão de galinhas, estava tão assustado que não conseguiu nem fugir.

- Está preso em nome da lei! – disse Diogo, todo satisfeito, pois era o primeiro ladrão que ele prendia.
Borba vinha descendo do telhado, todo orgulhoso. Toda a vizinhança aplaudia os dois amigos:
- Agora podemos dormir sossegados!
Diogo levou seu prisioneiro para a delegacia e explicou, direitinho, como é que tinha prendido o ladrão. O delegado quis logo conhecer o Borba e deu a ele uma condecoração:
- Parabéns, seu Borba! O senhor daria um grande policial!Borba piscou para o Diogo. E foi admitido na corporação, mesmo sem fazer o curso.
Afinal, ele já tinha dado provas de ser um bom policial. E ganhou o cargo de guarda dos telhados.
E agora, todas as noites, enquanto Diogo vigia as ruas, Borba cuida do seu setor.
A rua deles é a mais bem guardada da cidade.Pois tem um policial na rua e um no telhado: Borba, o gato.

PROFESSORA IRINETE LUCENA


Para mim, Ruth Rocha é assim...






terça-feira, 9 de setembro de 2008

IDA À BIBLIOTECA

Que bom! Hoje é dia de ir à biblioteca! Lá tem um montão de livros e gibis. Tem até um baú de fantasias. Dá para ler, imaginar, brincar e criar muitas histórias.